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Politica Jundiaiense

PL promete R$ 3 milhões para deputados candidatos à reeleição; Luiz Fernando Machado recebeu R$ 1,5 milhão

Presidente nacional do PL afirma que candidatos sem mandato receberão conforme seu “potencial”

PL promete R$ 3 milhões para deputados candidatos à reeleição; Luiz Fernando Machado recebeu R$ 1,5 milhão
Foto: Reprodução/Instagram André do Prado
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O tamanho do investimento que um partido faz em cada candidatura pode ajudar a revelar quais nomes são considerados estratégicos em uma eleição. No PL, que possui o maior Fundo Eleitoral do país em 2026, essa diferença começa a aparecer nos primeiros repasses da campanha.

Nesta semana, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, revelou que autorizou a transferência de R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral para deputados federais do PL candidatos à reeleição nas eleições de 2026.

A informação foi publicada pelo portal Metrópoles no dia 27 de agosto.

Segundo Valdemar, o tratamento para os demais candidatos — aqueles que não ocupam atualmente uma cadeira na Câmara dos Deputados — será diferente.

Questionado sobre quanto esses nomes receberiam, o presidente do PL resumiu o critério em poucas palavras:

“Depende do potencial.”

A declaração chama atenção porque mostra que, fora do grupo de parlamentares contemplados com valores previamente estabelecidos, o tamanho dos repasses poderá variar conforme a avaliação eleitoral feita pelo partido.

E é justamente nesse cenário que aparece um nome bastante conhecido dos eleitores de Jundiaí.

Luiz Fernando Machado recebe R$ 1,5 milhão

Ex-prefeito de Jundiaí e ex-deputado federal e estadual, Luiz Fernando Machado está novamente na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, agora pelo PL.

Segundo a atualização mais recente dos dados de campanha acompanhados para esta reportagem, Luiz Fernando já recebeu R$ 1,5 milhão para sua candidatura.

O valor corresponde à metade dos R$ 3 milhões anunciados por Valdemar Costa Neto para deputados federais do partido que disputarão a reeleição.

Existe, entretanto, uma diferença fundamental.

Luiz Fernando não é atualmente deputado federal buscando a reeleição.

Seu último mandato eletivo foi como prefeito de Jundiaí. Antes disso, porém, construiu uma trajetória eleitoral que inclui passagens pela Câmara dos Deputados e pela Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em 2010, Luiz Fernando foi eleito deputado federal com 129.620 votos.

Quatro anos depois, foi eleito deputado estadual com 148.614 votos, dos quais 82.674 foram conquistados somente em Jundiaí.

Depois, venceu duas eleições consecutivas para prefeito.

Em 2016, chegou ao segundo turno e conquistou 116.019 votos. Já em 2020, foi reeleito no primeiro turno com 134.793 votos.

Esse histórico ajuda a compreender por que uma candidatura sem mandato federal atualmente pode ser vista como competitiva.

PL tem o maior Fundo Eleitoral do Brasil

Dinheiro para fazer essas escolhas não falta ao partido.

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha das eleições de 2026 possui aproximadamente R$ 4,96 bilhões.

Desse montante, o PL ficou com a maior parcela entre todos os partidos brasileiros: aproximadamente R$ 881,7 milhões.

Mas receber a maior fatia do Fundo Eleitoral não significa dividir o dinheiro igualmente entre todos os candidatos.

A legislação determina que os próprios partidos estabeleçam previamente critérios para a distribuição dos recursos.

É justamente nesse ponto que as decisões políticas e eleitorais das legendas ganham importância.

Padre Kelmon recebeu R$ 1,2 milhão

Outro exemplo está dentro do próprio PL paulista.

Padre Kelmon, que ganhou projeção nacional ao disputar a Presidência da República em 2022, concorre neste ano a deputado federal por São Paulo.

Sua campanha já recebeu R$ 1,2 milhão do Fundo Eleitoral, transferidos pela Direção Nacional do PL.

Segundo o Metrópoles, Padre Kelmon é considerado uma das apostas do partido para atuar como puxador de votos em São Paulo.

A comparação é interessante.

Kelmon recebeu R$ 1,2 milhão.

Luiz Fernando Machado aparece com R$ 1,5 milhão.

A diferença entre os dois é de R$ 300 mil.

Lucas Pavanato também está entre os nomes fortes

Outro candidato que merece atenção é Lucas Pavanato.

Pavanato chega à eleição federal depois de ter sido o vereador mais votado da cidade de São Paulo em 2024, quando conquistou 161.386 votos.

Na atual campanha, já declarou aproximadamente R$ 1,315 milhão em receitas.

É mais um exemplo de candidato que não possui atualmente mandato de deputado federal, mas chega à disputa carregando um ativo extremamente importante para qualquer partido: uma votação recente e expressiva.

Os valores de Pavanato, Luiz Fernando e Padre Kelmon mostram como o PL paulista possui diferentes tipos de apostas.

Um carrega a votação recente conquistada na maior cidade do país.

Outro possui projeção nacional depois de disputar a Presidência.

E Luiz Fernando apresenta um histórico de eleições bem-sucedidas e uma base política construída durante décadas em Jundiaí e municípios da região.

O que significa “potencial”?

É justamente essa a questão que torna a declaração de Valdemar Costa Neto relevante.

Quando o presidente nacional do PL afirma que o dinheiro destinado aos demais candidatos “depende do potencial”, abre-se uma discussão sobre o que um grande partido considera uma candidatura com potencial eleitoral.

Votação anterior?

Mandato?

Popularidade?

Presença nas redes sociais?

Força política regional?

Capacidade de conquistar votos fora de sua cidade de origem?

Ou uma combinação de todos esses fatores?

Somente o próprio PL pode explicar exatamente quanto cada elemento pesa em suas decisões.

Os repasses realizados, entretanto, permitem observar onde parte dos recursos está sendo colocada.

Luiz Fernando volta a ser uma aposta regional

No caso de Luiz Fernando Machado, existe um elemento que o diferencia de candidatos conhecidos principalmente pelas redes sociais.

Seu principal patrimônio eleitoral pode estar na região de Jundiaí.

Quando disputou uma vaga de deputado estadual em 2014, seus votos não ficaram restritos ao município.

Além dos 82.674 votos em Jundiaí, Luiz Fernando recebeu votos importantes em cidades como Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Cajamar, Cabreúva, Itupeva e Jarinu.

Agora, doze anos depois daquela eleição estadual e seis anos depois de sua última vitória para prefeito, o desafio será descobrir quanto dessa força eleitoral permanece.

O investimento de R$ 1,5 milhão coloca sua candidatura entre aquelas que começam a campanha com uma estrutura financeira relevante.

Mas dinheiro de campanha não é voto.

A resposta definitiva sobre o potencial de Luiz Fernando Machado será dada pelo eleitor em outubro.

Até lá, os repasses do PL ajudam a mostrar quais candidaturas estão recebendo condições financeiras para tentar transformar potencial político em votos.

E, em Jundiaí, o investimento milionário feito na candidatura de um ex-prefeito certamente coloca Luiz Fernando Machado entre os nomes que merecem ser acompanhados de perto na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados.

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